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PAPER 124 - MEMORIA DO NUCLEO MA PI

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CEFET-PI
 
NÚCLEO DE PESQUISA APLICADA  
EM AQUICULTURA  E PESCA 
NORDESTE 4 - MARANHÃO E PIAUÍ
 
 
APONTAMENTOS PARA A MEMORIA DO NÚCLEO DE 
PESQUISA APLICADA EM AQUICULTURA E PESCA  
NORDESTE 4 – MARANHÃO E PIAUÍ 
 
Leopoldo Gil Dulcio Vaz 
Mestre em Ciência da Informação 
Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão 
leopoldovaz@elo.com.br
  
Carmen Helena Moscoso Lobato 
Doctora em Educación 
Departamento Acadêmico de Letras 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão 
Tito Tsuji 
Engenheiro de Pesca 
Gabinete do Diretor-Geral 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão 
 
INTRODUÇÃO 
 
Nos dias 09 e 10 de julho de 2008, realizou-se em São Luís do Maranhão 
a  reunião  de  constituição  do  Núcleo  de  Pesquisa  Aplicada  em  Aqüicultura  e 
Pesca  Nordeste  4  –  Maranhão  e  Piauí  -,  dentro  do  Programa  de  Política  de  
Formação  Humana  na  área  de  Pesca  Marinha  e  Continental  e  Aqüicultura 
Familiar da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da 
Educação
1
 
No estado do Maranhão, o Centro Federal de Educação Tecnológica do 
Maranhão  -  CEFET-MA  –  iniciou  esse  processo  de  constituição  do  Núcleo 
ainda  em  2007, no mês  de  maio,  quando de uma missão  do  Prof.  Dr.  Edmar 
Moraes  junto  com  a  Agencia  Espanhola  de  Cooperação  Internacional  para  o 
Desenvolvimento – AECID – e o Instituto Ambiental Brasil Sustentável – IABS.
2
 
                                                           
1
 
http://web3.cefetcampos.br/aquicultura/noticias/nordeste-04-e-criado-no-maranhao
  
2
 De: 
Alejandro Muñoz [alemunmun@gmail.com] 
Enviado em: 
quinta-feira, 10 de maio de 2007 17:05 
Para: 
leovaz@elo.com.br 
Cc: 
angela.lentisco@aeci.org.br 
Assunto: 
Re: RES: [Fwd: Cooperação Espanhola - CEFET] 
Anexos: 
_AVG certification_.txt 
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Anterior a essa reunião, no dia 19 de março de 2007, recebemos a visita 
do  Prof.  Dr.  Edmar  Moraes  (SETEC/MEC)  e  a  Sra.  Maria  Luiza  Moretzsohn
 
(SEAP-PR),  quando  tomamos  conhecimento  do  “TERMO  DE  COOPERAÇÃO 
TÉCNICA Nº. 02/2006, que entre si celebram o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
e  a  SECRETARIA  ESPECIAL  DE  AQÜICULTURA  E  PESCA  DA 
PRESIDÊNCIA  DA  REPÚBLICA,  no  âmbito  da  Política    para  a  Formação 
Humana na Área da Pesca  Marinha, Continental e Aqüicultura Familiar
”. 
 
Tratava-se do projeto do ‘defeso da lagosta’, em que seríamos inseridos. 
Logo  após  -  em  maio  -  houve  o  Seminário  em  João  Pessoa-PB  -  Seminário 
Nacional:  Política  de  Formação  Humana  na  Área  de  Pesca  Marinha  e 
Continental  e  Aqüicultura  Familiar  
-  com  o  propósito  de  iniciar  a  primeira 
discussão pública sobre as diretrizes de implementação do Acordo nº 2/2006. 
 
O  seminário  foi  promovido  pela  Secretaria  Especial  de  Aqüicultura  e 
Pesca (SEAP) e Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do 
Ministério  da  Educação.  No  encontro  os  participantes  discutiram  questões 
como propostas de curso, regiões prioritárias e áreas da pesca e da aqüicultura 
em que a formação é mais urgente.  
                                                                                                                                                                          
Prezado Prof. Leopoldo, 
Agradeço-lhe  sua  atenção  e  sua  rápida  resposta.  Os  membros  da  equipe  por  parte  da  Cooperação 
Espanhola  são:  -  Ángela  Lentisco:  Responsável  pelos  projetos  de  Pesca  e  Meio  Ambiente  da  Agência 
Espanhola  de  Cooperação  Internacional,  AECI,  no  Brasil.  -  Luz  Lamas:  Especialista  em  Pesca  da 
Secretaria de Pesca e Assuntos Marítimos do Governo da Galícia (Espanha). - José Peleteiro: Pesquisador 
chefe em aqüicultura do Instituto Espanhol de Oceanografia, IEO. Por parte do Instituto Ambiental Brasil 
Sustentável,  IABS  (OSCIP  que  executa  os  projetos  da  Cooperação  Espanhola  no  Brasil):  -  André 
Brugger:  Presidente  do  Conselho  Deliberativo,  oceanólogo  e  mestre  em  aqüicultura.  -  Tadeu  Assad: 
Diretor Presidente, engenheiro de Pesca, Mestre em Engenharia de Pesca e Doutor em Desenvolvimento 
Sustentável. O hotel onde se hospedarão será o Brisa Mar, pelo que estarão aguardando às 06:00 horas do 
dia 29 de maio na recepção conforme seu e-mail. 
Atenciosamente, 
 
AGENDA TENTATIVA 
27 de Mayo - Llegada del equipo de la AECI y los expertos españoles Lino Lema, Luz Lamas
2
, y José 
Peleteiro
2
 a São Luis (Maranhão).  
28  de  Mayo  -  Reunión  con  la  UFMA  y  LABOHIDRO  en  São  Luis-MA,  en  el  ámbito  de  la  actividad 
3.2.1  –  “Incentivar  la  investigación  científica  del  sector  pesquero  y  del  marisco  con  otras  instituciones 
(LABOIDRO, UFMA y UEMA)”  enmarcada en el “Proyecto de  Desarrollo de la Pesca Artesanal en el 
Área de Influencia del Parque Nacional Lençõis Maranhenses”. 
29 de Mayo - Reunión con el CEFET-MA sobre la formación técnica en el área de pesca y acuicultura. 
Esta reunión es posible que se realice en el Centro de Apoyo al Pescador en  Barreirinhas-MA. 
30 de Mayo - Visitas a las comunidades de pescadores de Barreirinhas-MA. 
 
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Educadores  de  escolas  técnicas  federais,  representantes  de  entidades 
do setor pesqueiro e aqüícola, ONGs e gestores públicos de várias localidades 
do  país  reuniram-se  para  discutir  e  planejar  a  estruturação  de  uma  política 
nacional de educação profissional em pesca e aqüicultura. 
 
Experiências  de  algumas  instituições  federais  de  educação  profissional 
na área da pesca e aqüicultura foram apresentadas a fim de subsidiar as novas 
iniciativas. 
 
Este  primeiro  encontro  não  foi  capaz  de  captar  toda  a  riqueza  das 
experiências  desenvolvidas  no  país,  mas  marcou  o  início  das  discussões 
nacionais e locais sobre o Acordo de Cooperação Nº2/2006.  
 
O  tema  “Política  Nacional  de  Formação  Profissional  na  Área  de  Pesca 
Marinha  e  Continental”  passa  a  ser  incluído  na  agenda  do  CEFET-MA,  em 
função  do  Acordo,  assinado  em  dezembro  de  2006.  Chamou-nos 
especialmente  a  atenção,  dentre  suas  metas,  a  implementação  de  cursos 
Técnicos  de  nível  Básico,  Médio  e  Tecnológico  na  área  de  Recursos 
Pesqueiros  e,  muito  especialmente,  a  constituição  de  núcleos  de  pesquisa, 
difusão  de  novas  tecnologias  e  capacitação  de  docentes  na  área  de  pesca  e 
aqüicultura.  
 
Os Grupos de Trabalho constituídos durante o Seminário apresentaram 
propostas  para  a  criação  dos  núcleos  de  pesquisa  e  formação  na  área  de 
pesquisa  e  formação  no  âmbito  da  rede  federal  de  educação  profissional  e 
tecnológica,  listados  por  região  geográfica.  A  proposta  inicial  era  de  dois 
núcleos por região.  
 
Representantes do Maranhão - Prof. Leopoldo (CEFET-MA) e Coqueiro 
(SEAP-PR/MA) - apresentaram proposta de que a Região Nordeste, constituída 
por  nove  estados,  teria  que  receber  um  tratamento  privilegiado,  pelas  suas 
características, carências, e extensão, e deveriam ser criados pelo menos três 
núcleos, reunidos três estados em cada núcleo.  
 
Aprovada  a  indicação  pelos  demais  estados  reunidos,  o  Prof.  Edmar  é 
notificado da proposta que seria encaminhada e, tendo participado de algumas 
discussões,  decide  encaminhar,  em  nome  das  IFEs  da  região  e  da  própria 
SETEC/MEC, então, a proposta de quatro núcleos para a Região Nordestes... 
 
Retomando o encontro entre o CEFET-MA, a SETEC/MEC, a AECID e o 
IABS  no  final  de  maio  de  2007  –  duas  semanas  após  a  reunião  de  João 
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Pessoa! – retornando de Barreirinhas para São Luís, promoveu-se uma reunião 
no  CEFET-MA com  a  participação  do  Prof. Edmar Moraes, onde  se tratou  da 
constituição  de  um  Núcleo  de  Pesquisa  Aplicada  em  Pesca  e  Aqüicultura. 
Ainda não sabíamos da decisão de que seriam constituídos quatro núcleos na 
região Nordeste. Tomávamos a iniciativa de que dos dois núcleos já definidos, 
um deles tivesse o Maranhão como sede...  
 
Apresentamos uma proposta ao Prof. Edmar, após algumas discussões 
com o mesmo, e realizamos uma reunião com a participação de vários entes
3
POLO DE PESQUISA EM AQUICULTURA E PESCA 
NÚCLEO DE ESTUDOS, PESQUISA, E DE FORMAÇÃO DE DOCENTES 
PARA A ÁREA DE AQUICULTURA E PESCA DA REDE FEDERAL DE 
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA NO MARANHAO 
MARANHÃO E PIAUÍ 
 
• 
REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA 
 
CEFET-MA 
 Sede – São Luís 
 UNED – Barreirinhas  
 UNED – Alcântara 
 
EAF-SÃO LUÍS 
EAF-CODÓ 
 
CEFET-PI 
 UNED – Parnaíba 
 
MEC 
 SETEC 
 
• 
PARCEIROS 
SEAP-PR/MA 
UFMA - Labohidro  
UEMA - Curso de Engenharia de Pesca 
UNIVIMA - CVT - TAMANCÃO 
COMISSÃO ESPANHOLA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 
SEBRAE-MA 
GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO 
 SECRETARIA DE AGRICULTURA - DEPARTAMENTO DE PESCA 
 SECRETARIA DE INDUSTRIA E COMERCIO DO MARANHÃO 
 AGED 
IBAMA 
MARINHA DO BRASIL - CAPITANIA DOS PORTOS DO MARANHÃO 
 
OBJETIVOS 
• 
Implementar ações de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento    
da    aqüicultura  e  pesca,  seguindo  uma  política  homogênea,  visando  gerar  e 
subsidiar  programas  que  respondam,  com  objetividade  demandas  específicas 
                                                           
3
 Nem todos os relacionados compareceram, assim como outros foram convidados pelo prof. José Costa. 
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desses  setores  utilizando-se  de  parcerias  com  centros  de  pesquisa  existentes  e 
com o setor produtivo, disponibilizando informações a respeito das atividades, 
assim  como  contribuir  com  investimentos  financeiros  e  ter  prioridade  na 
absorção  dos  resultados  gerados  por  essas  ações.(  1ª  CONFERÊNCIA 
NACIONAL DE AQÜICULTURA E PESCA) 
• 
Promover  o  fortalecimento  da  pesquisa  aplicada  à  pesca,  aumentando  a 
interação  entre  pesquisadores  e  pescadores,  produzindo  conhecimentos 
compartilhados  indispensáveis  na  constituição  do  ordenamento,  manejo  e 
extensão  na  atividade  pesqueira.  (1ª  CONFERÊNCIA  NACIONAL  DE 
AQÜICULTURA E PESCA) 
 
Pesquisa 
•  As parcerias são imprescindíveis para a definição de linhas de pesquisa na busca 
de  conhecimento  e  de  respostas  para  os  principais  pontos  que  dificultam  o 
desenvolvimento social, econômico, biológico e ecológico. As pesquisas devem 
atender  aos  anseios  das  comunidades,  considerando  as  peculiaridades  locais  e 
regionais,  na  busca  da  diversificação  tecnológica,  desenvolvimento  social, 
econômico,  biológico  e  ecológico,  além  de  linhas  de  pesquisas  através  de 
editais ou convênios específicos, com menor e maior eficiência.  
 Desenvolvimento de pesquisa para avaliar a viabilidade do Programa de bóias 
atratoras  para  atuns  e  afins,  e  de  recifes  artificiais  com  acompanhamento 
científico  e  ordenamento.  (2ª  CONFERÊNCIA  NACIONAL  DE 
AQÜICULTURA E PESCA) 
 Fomento  para  pesquisa  pesqueira  prospectiva  e  exploratória,  e  para  o 
desenvolvimento  e  aplicação  de  tecnologias  para  embalagem,  conservação  e 
processamento de pescado, além de pesquisas direcionadas à produção de iscas; 
(2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE AQÜICULTURA E PESCA) 
 Desenvolvimento  da  pesquisa  para  pesca  do  polvo  nas  Regiões  Norte  e 
Nordeste, identificando e catalogando áreas de ocorrência, gerando informações 
científicas e estimativas de parâmetros populacionais. 
 Apoio ao projeto de pesquisa nacional visando à pesca sustentável de tubarões 
oceânicos capturados por espinhel de superfície. 
 Apoio ao projeto de pesquisa nacional visando o acompanhamento da pesca de 
tubarões oceânicos capturados por emalhe de deriva. 
 Projeto de pesquisa com vistas à produção industrial de extrato de lipídeos ricos 
em Ômega 3, para aplicações industriais, a partir de pescados. 
 Projeto  de Pesquisa para o desenvolvimento de novas embalagens econômicas 
para o pescado em conserva. 
 Elaboração  de programa de desenvolvimento tecnológico da pesca, voltado ao 
desenvolvimento de novos petrechos para explotação de recursos subexplotados 
e inexplotados e substituição de petrechos no caso de recursos sobreexplotados. 
 Estimular  a  pesquisa  pesqueira  visando  um  aumento  na  atividade  pesqueira 
comercial  do  caranguejo-de-profundidade,  nas  regiões  NO/NE,  por 
embarcações industriais de pequena e média escala. 
 Considerar os estudos realizados por centros de pesquisas locais, e não somente, 
os estudos realizados pelo CEPSUL-IBAMA. 
 Unificar  a  nomenclatura  das  espécies  de  camarão,  visto  que  algumas  espécies 
possuem nome popular em diferentes regiões. 
 Apoiar a criação de um instituto tecnológico pesqueiro. 
•  Formação, capacitação e qualificação de trabalhadores na pesca industrial; (2ª 
CONFERÊNCIA NACIONAL DE AQÜICULTURA E PESCA) 
 Aumentar  o  acesso  aos  cursos  promovidos  pela  Marinha  e  obrigatória  aos 
Pescadores  (as),  beneficiando  as  comunidades  distantes  dos  grandes  centros, 
oferecendo  cursos  nas  áreas  de  abrangência  das  entidades  representativas  dos 
Pescadores (as), quando por elas solicitados. 
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 Elaboração de Projeto Pedagógico e Programa Supletivo para o trabalhador da 
pesca industrial, para redução do déficit de escolarização. 
 Realização  de  seminário  para  discussão  de  plano  de  formação,  capacitação  e 
qualificação para o trabalho na pesca industrial. 
 Promover e apoiar, junto à Marinha do Brasil, a realização de curso específico 
para Observadores de Bordo, com vistas à formação de Patrões de Pesca – PPI 
e Patrões de Pesca de Alto Mar – PPA, visando ampliar a oferta de capitães e 
mestres de pesca. 
 Reconhecer oficialmente a profissão do Observador de Bordo e gerar política e 
diretrizes para a categoria. 
 Elaboração  e  realização  de  curso  especializado  para  a  pesca  com  espinhel 
pelágico,  armadilhas,  bem  como  de  outras  modalidades  que  são  objeto  de 
desenvolvimento  pela  SEAP.  Os  cursos  devem  ser  realizados,  intercalando  os 
novos e antigos profissionais. 
 Fazer cumprir a exigência dos 2/3 da tripulação brasileira nas embarcações da 
pesca oceânica. 
 
 Programa nacional de formação profissional e tecnológica em pesca 
 Estruturar  um programa nacional para aumentar a qualificação profissional do 
pescador(a), com as parcerias governamentais e não-governamentais. Priorizar 
a formação de jovens profissionais para a cadeia da pesca, utilizando também o 
intercâmbio nacional e internacional. 
 Oferecer cursos de capacitação para Pescadores (as) e aqüicultores, a partir de 
demandas regionais e locais, viabilizando alternativas de renda imediatas e em 
longo prazo, reduzindo o grau de dependência dos recursos pesqueiros. 
 Implantar as escolas profissionais aos Pescadores (as), aqüicultores e seus filhos 
(Exemplo  da  Casa  Familiar  do  Mar  de  Santa  Catarina),  bem  como  cursos 
superiores  voltados  para  aqüicultura  e  pesca.  Promoção  e  criação  de  barco-
escola,  para  capacitação  em  navegação,  mecânica,  utilização  de  sonar, 
ecossonda, GPS e artes de pesca, para Pescadores (as) e seus filhos. 
 Criar oficinas e cursos de carpintaria naval para a construção e manutenção de 
embarcações e motores. 
 Aumentar a oferta de cursos educacionais nos seus diversos níveis, voltada para 
o  setor  pesqueiro  nas  instituições  federais,  estaduais  e  municipais  de  ensino, 
com a inserção da matéria relativa à segurança e saúde no trabalho. 
 Instituir  o  Programa  Nacional  de  Formação  Profissional  e  Tecnológica  em 
Pesca  Profissional  Artesanal,  que  deve  contemplar  todos  os  Estados  da 
Federação e DF, e que o Programa e estender às famílias dos pescadores (as), 
fornecendo  cursos  de  capacitação  profissional  na  pesca  e  seus  subprodutos, 
assessorias de recursos humanos e jurídica, considerando cursos de gestão para 
administração  de  entidades  de  classe  e  setores  econômicos,  manutenção  e 
gestão  de  complexos  frigoríficos  (fábricas  de  gelo  e  câmaras  frias),  cursos  de 
informática, empreendedorismo, culinária de pescado, etc. 
 
 Publicações  para  a  pesca  profissional  artesanal  em  linguagem  acessível, 
divulgando amplamente as informações sobre direitos e deveres previdenciários 
e trabalhistas, projetos de pesquisa e extensão pesqueira e aquícola e legislação 
ambiental aos pescadores (as) profissionais em linguagem apropriada através de 
palestras, cartilhas e cursos. 
 A  pesca  artesanal  tem  demonstrado  uma  capacidade  de  recomposição  e 
aglutinação  do  tecido  social  em  suas  comunidades.  A  cidadania  é  cultivada 
através do acesso à informação, para a construção de uma consciência crítica e 
participativa,  tendo  como  premissa  básica  a  erradicação  do  analfabetismo  e 
percepção  das  vantagens  do  mundo  virtual.  O  apoio  ao  desenvolvimento  da 
pesca  é  percebido  com  a  possibilidade  de  obtenção  de  crédito,  o  resgate  da 
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extensão pesqueira e assistência técnica; e o conhecimento da cadeia produtiva 
e  da  infra-estrutura  de  apoio  à  atividade,  além  de  incentivos  à  produção.  A 
identificação  do  ambiente  e  dos  recursos  pesqueiros  utilizados,  o 
reconhecimento  profissional  e  a  representação  sindical  são  elementos 
determinantes para garantir o exercício profissional, na elaboração de diplomas 
legais de ordenamento da pesca – definição de ambiente, os recursos e períodos 
da captura e licença de pesca; recadastramento e cadastramento de pescadores 
(as) – porte legal de carteira de pescador (a); e a Lei da Pesca. 
 Realizar  de  fóruns  permanentes  de  discussão  com  pescadores  artesanais  e 
aqüicultores  (as)  familiares,  com  vistas  a  integrar  a  atividade  pesqueira  às 
demais atividades usuárias de recursos ambientais. 
 
 Eixo 8: Publicações para a pesca artesanal 
 Publicar  de  cartilha  com  os  princípios  da  pesca  responsável,  abstraídos  do 
código de conduta da pesca responsável da FAO.  
 Fortalecer  a  formação  dos  Pescadores  (as)  artesanais  para  a  participação  nos 
fóruns das entidades representativas de classe, e de representação nos fóruns de 
gestão dos recursos e difundir as políticas desenvolvidas pela SEAP. 
 Elaborar  por  meio  dos  órgãos  competentes,  cartilhas  técnicas,  a  partir  de 
demandas regionais e locais, para orientação de Pescadores (as) e aqüicultores, 
em linguagem acessível e de fácil entendimento. 
 Dar  maior  visibilidade  dos  programas  sociais  para  Pescadores  (as),  ou  seja, 
maior divulgação.” 
 
 
 
Entre o Seminário de João Pessoa e a Missão em Barreirinhas, a Profa. 
Dra.  Carmen  Moscoso  (DAL)  e  o  Prof.  Leopoldo  (DCS)  tiveram  uma  reunião, 
em que a professora-doutora mostrava a preocupação em não encontrar objeto 
de  estudo  para  uma  proposta  de  pós-doutorado.  Especialista  em  Lingüística 
conversaram  sobre  a  Pesca  e  a  Política  que  estava  sendo  trabalhada  pela 
SETEC/MEC,  as  dificuldades  que  se  estava  encontrando  na  formatação  dos 
cursos  a  serem  desenvolvidos  no  Projeto  “Defeso  da  Lagosta”,  e  as 
informações desencontradas  sobre a  formação educacional dos pescadores e 
pescadoras  do  Maranhão.  Surgiu  então  a  idéia  de  se  trabalhar  com  essa 
população  e  Letramento.  Foi  passado  à  Dra.  Carmen  o  material  que  se 
dispunha  –  Pescando  Letras,  Saberes  da  Terra,  as  propostas  que  se  estava 
trabalhando com o pessoal da Supervisão Pedagógica e as informações sobre 
a escolarização dos pescadores, já disponiveis. Iniciou, então, a elaboração de 
sua proposta de trabalho... 
 
Com  a  presença  do  Dr.  Edmar  em  São  Luis,  no  final  daquele  mês  de 
maio, a Profa. Carmen e o Dr. Edmar se reuniram, conversaram sobre o projeto 
de  Letramento.  Depois  de  outro  encontro,  desta  vez  em  Brasília,  surgiu  o 
convite para apresentá-lo na reunião de constituição do Núcleo Sudeste 1... 
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O  Dr.  Edmar,  tendo  como  base  as  discussões  que  tivéramos  em  São 
Luis,  para  a  constituição  de  nosso  Núcleo  Maranhão-Piauí,  elaborou 
documento  que  foi  distribuído  a  todas  as  instituições  da  Rede  Federal  de 
Educação Profissional e Tecnológica: 
“Núcleos de Pesquisa Aplicada na Área de Pesca e Aqüicultura 
“O  Acordo  de  Cooperação  nº  2,  assinado  em  18  de  dezembro  de  2006  entre  a 
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca – SEAP/PR e a Secretaria de Educação 
Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC tem o objetivo de fomentar a construção 
e implementação de uma política para formação humana na área de pesca marinha e 
continental e aqüicultura familiar. Dentre as metas estabelecidas no Acordo, inclui-
se  a  de  “estimular  nas  instituições  da  rede  federal  de  educação  profissional  e 
tecnológica  a  criação  de  núcleos  de  pesquisa  na  área  de  pesca  marinha  e 
continental e aqüicultura familiar”.
 
Essa proposição justifica-se pela necessidade de que as Políticas Públicas, Planos 
de  Manejo  e  demais  ações  de  fomento  ao  desenvolvimento  pesqueiro,  em  nível 
local e regional, tenham subsídio em informações consistentes e atualizadas sobre a 
pesca no Brasil.  
Frente  à  diversidade  do  setor  pesqueiro,  pode-se  constatar  que  há  significativa 
carência de estudos. Dentre as causas desta insuficiência de dados, em especial da 
pesca  artesanal,  destacam-se  a  dispersão  das  comunidades,  a  complexidade  das 
artes  e  cultura  e  o  uso  de  abordagens  muitas  vezes  inadequadas  com  enfoque 
disciplinar biológico, desconsiderando aspectos sociais, econômicos e institucionais 
das  comunidades  de  pescadores.  Além  disso,  durante  muitas  décadas  o  setor 
pesqueiro  não  esteve  entre  as  prioridades  políticas  do  país,  reforçando  a 
insuficiência de investimentos em educação, pesquisa e desenvolvimento da pesca. 
Com  a  perspectiva  de  ampliar  e  sistematizar  as  informações  referentes  ao  setor, 
além da oferta de novos cursos e a adaptação de unidades de ensino já existentes, a 
proposta é estimular junto às instituições da rede federal de educação profissional e 
tecnológica, universidades e demais entidades relacionadas a criação de núcleos de 
pesquisa
  aplicada  na  área  da  pesca  marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar. 
Esses  núcleos  devem  constituir  uma  rede  de  produção  e  difusão  de  conhecimento 
científico  e  tecnológico  aplicado,  maximizando  a  utilização  de  métodos 
quantitativos,  qualitativos  e  o  conhecimento  tradicional  dos  pescadores.  Aliadas  à 
pesquisa,  poderão  ser  desenvolvidas  atividades  de  extensão  e  formação  de 
professores. 
Além  de  fomentar  a  produção  de  conhecimentos,  a  criação  desses  núcleos  visa 
agregar  instituições  de  pesquisa  e  formação  na  área  de  pesca  e  estimular  a 
participação dos pescadores na regulação e monitoramento da atividade. 
 
Em  linhas  gerais,  a  proposta  é  que  os  núcleos  de  pesquisa  na  área  de  pesca 
marinha e continental e aqüicultura familiar, possam: 
• 
Desenvolver projetos de pesquisa, de caráter interdisciplinar, que aprofundem o 
conhecimento  sobre  a  diversidade  biológica  e  cultural  dos  ecossistemas  nos quais 
há atividade pesqueira  
• 
Desenvolver  programas  de  extensão  para  assessoramento  técnico-científico, 
possibilitando  o  manejo  participativo  e  adequado  dos  recursos  pesqueiros,  bem 
como a melhoria das condições de vida das comunidades locais  
• 
Promover  articulação  com  as  Colônias  de  Pescadores  e  demais  entidades 
representativas  do  setor  pesqueiro  e  aqüícola,  em  nível  local  e  regional,  para 
planejamento e registro de dados referentes à pesca e à aqüicultura 
• 
Manter intercâmbio com instituições nacionais e internacionais de interesse na 
área de pesca e aqüicultura 
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• 
Articular  junto  à  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica  e  às 
universidades, programas de formação de docentes e extensionistas na área de pesca 
marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar  (Acordo  de  Cooperação  nº  2/2006, 
cláusula 2ª, h, i, j) 
• 
Desenvolver  e  difundir  novas  tecnologias  de  aqüicultura  e  pesca  e  do 
beneficiamento,  processamento  e  comercialização  de  pescado  (Acordo  de 
Cooperação nº 2/2006, cláusula 2ª, f) 
• 
Disponibilizar  as  informações  produzidas  para  os  órgãos  governamentais  e 
movimentos  sociais  a  fim  de  subsidiar  a  elaboração  e  implementação  de  Políticas 
Públicas  
“Os núcleos de pesquisa poderão ser constituídos junto às unidades da rede federal 
de  educação  profissional  e  tecnológica  ou  incluídos  na  estrutura  das  Instituições 
Científicas  e  Tecnológicas  (ICT)  públicas  ou  privadas.  É  importante  que  o 
planejamento  e  implementação  de  ações  no  âmbito  desses  núcleos  possibilite  a 
intervenção comunitária por meio das entidades ligadas ao setor pesqueiro como as 
associações e colônias de pescadores. 
“A  intenção,  a  médio  e  longo  prazo,  é  constituir  uma  rede  de  intercâmbio  entre 
essas instituições e a comunidade que viabilize a troca permanente de informações 
via presencial, por meio das ações de extensão e de eventos como fóruns, encontros 
estaduais/  regionais  e  via  eletrônica  com  a  criação  de  sistemas  de  comunicação/ 
monitoramento e grupos de discussão.  
“As  áreas  prioritárias  de  pesquisa,  bem  como  as  ações  de  ensino  e  extensão,  no 
âmbito  dos  núcleos,  devem  ser  definidas  de  acordo  com  os  arranjos  produtivos, 
sociais e culturais de cada localidade.” 
 
 
Naturalmente não conseguimos implantar nosso Núcleo naquela ocasião 
e  “perdemos  o  bonde  da  História”.  Motivo:  o  Diretor-Geral  alegava  que  não 
tínhamos  pessoal  suficiente,  nem  qualificado,  para  nos  aventurarmos  na 
criação  de  um  Núcleo  de  Pesquisa  Aplicada.  Contávamos,  tão  somente,  com 
dois  professores  de  ensino  de  primeiro  e  segundo  graus:  Leopoldo  Gil  Dulcio 
Vaz, de Educação Física (Mestre em Ciência da Informação) e Carmen Helena 
Moscoso Lobato, de Língua Portuguesa (Doutora em Educação).  
 
Com a constituição de vários Núcleos, nas demais regiões, apresentou-
se então à Direção Geral proposta de constituição de um Núcleo de Pesquisa 
Aplicada em Pesca e Aqüicultura, no âmbito do CEFET-MA, para dar inicio aos 
trabalhos, haja vista as propostas e as cobranças que vínhamos recebendo: 
 
“PROPOSTA DE CONSTITUIÇÃO DO 
NUCLEO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA APLICADA EM PESCA E 
AQUICULTURA  
NIPA-PESCA/CEFET-MA 
apresentada por  
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ 
Professor de Educação Física 
Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde 
por determinação do   
SENHOR DIRETOR-GERAL DO CEFET-MA 
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APRESENTAÇÃO 
Desde  sua  criação  em  2003,  a  SEAP/PR  como  órgão  de  formulação, 
coordenação  e  implementação  de  políticas  e  diretrizes  para  o  desenvolvimento  e 
fomento  das  atividades  de  pesca  e aqüicultura,  tem  articulado  atores  e  ações  com 
vistas a atingir esses objetivos. 
Nesse  sentido  a  SEAP/PR  promoveu  a  I  e  II  Conferência  Nacional  de 
Aqüicultura e Pesca, realizadas em novembro/2003 e março/2006, respectivamente 
e  o  1º  Encontro  Nacional  de  Mulheres  Trabalhadoras  da  Pesca,  realizado  em 
dezembro/2004.  As  diretrizes  para  o  desenvolvimento  do  setor,  estabelecidas  a 
partir desses eventos passaram a nortear às políticas da SEAP/PR. 
Ao  término  da  1ª  CONFERÊNCIA  NACIONAL  DE  AQÜICULTURA  E 
PESCA  foram  estabelecidos  os  seguintes  objetivos  (a)  Implementar  ações  de 
pesquisa  científica  e  tecnológica  para  o  desenvolvimento  da  aqüicultura  e  pesca, 
seguindo  uma  política  homogênea,  visando  gerar  e  subsidiar  programas  que 
respondam, com objetividade demandas específicas desses setores utilizando-se de 
parcerias  com  centros  de  pesquisa  existentes  e  com  o  setor  produtivo, 
disponibilizando informações a respeito das atividades, assim como contribuir com 
investimentos  financeiros  e  ter  prioridade  na  absorção  dos  resultados  gerados  por 
essas  ações;  e  (b)  Promover  o  fortalecimento  da  pesquisa  aplicada  à  pesca, 
aumentando  a  interação  entre  pesquisadores  e  pescadores,  produzindo 
conhecimentos  compartilhados  indispensáveis  na  constituição  do  ordenamento, 
manejo e extensão na atividade pesqueira. 
Dentre  as  diretrizes  estabelecidas,  cabe  ressaltar  que  a  educação  e  a 
qualificação das pescadoras e pescadores artesanais foram elencadas como um dos 
principais eixos da Política Nacional de Aqüicultura e Pesca. 
Visando implementar e incentivar ações de educação, foi criado em 2003, o 
Projeto  Pescando  Letras,  direcionado  à  alfabetização  dos  pescadores  numa 
perspectiva de educação continuada. 
Em virtude da forte parceria entre a SEAP e o Ministério da Educação/Diretoria de 
Educação de Jovens e Adultos, o Pescando Letras vêm se consagrando como um 
dos programas mais relevantes da SEAP/PR. Mas faz-se necessário avançar na 
continuidade da educação e na qualificação profissional desses trabalhadores. 
Nesse  sentido,  foi  firmada  uma  nova  parceria  com  o  Ministério  da 
Educação, desta vez junto à Secretaria de Educação Tecnológica – SETEC, visando 
a implementação de uma Política de Formação Humana na Área da Pesca Marinha 
e Continental e Aqüicultura Familiar. Esse Acordo, assinado em dezembro de 2006, 
tem  entre  as  suas  metas  a  implementação  de  cursos  Técnicos  de  nível  Básico, 
Médio  e  Tecnológico  na  área  de  Recursos  Pesqueiros.  O  acordo  prevê,  ainda,  a 
constituição de núcleos de pesquisa, difusão de novas tecnologias e capacitação de 
docentes na área de pesca e aqüicultura. A implementação dessas ações, a médio e 
longo  prazo,  deve  nortear  um  processo  contínuo  de  transformação  social  nas 
comunidades  atendidas,  com  aporte  na  elevação  de  escolaridade  e  na 
profissionalização de pescadores, aqüicultures e demais trabalhadores da pesca. 
Em maio de 2007 foi promovido pela Secretaria Especial de Aqüicultura e 
Pesca  (SEAP)  e  Secretaria  de  Educação  Profissional  e  Tecnológica  (Setec)  do 
Ministério  da  Educação  o  Seminário  Nacional:  Política  de  Formação  Humana  na 
Área  de  Pesca  Marinha  e  Continental  e  Aqüicultura  Familiar  com  o  propósito  de 
iniciar a primeira discussão pública sobre as diretrizes de implementação do Acordo 
nº 2/2006.  
No encontro, ocorrido em João Pessoa - PB, Educadores de escolas técnicas 
federais,  representantes  de  entidades  do  setor  pesqueiro  e  aqüícola,  ONGs  e 
gestores públicos de várias localidades do país reuniram-se para discutir e planejar a 
estruturação  de  uma  política  nacional  de  educação  profissional  em  pesca  e 
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aqüicultura. Os participantes discutiram questões como propostas de curso, regiões 
prioritárias e áreas da pesca e da aqüicultura em que a formação é mais urgente.  
JUSTIFICATIVA 
CONSIDERANDO o disposto no Acordo de Cooperação nº 2, assinado em 18 de 
dezembro  de  2006  entre  a  Secretaria  Especial  de  Aqüicultura  e  Pesca  – 
SEAP/PR  e  a  Secretaria  de  Educação  Profissional  e  Tecnológica  – 
SETEC/MEC, que tem por objetivo de fomentar a construção e implementação de 
uma  política  para  formação  humana  na  área  de  pesca  marinha  e  continental  e 
aqüicultura familiar;  
Considerando que dentre as metas estabelecidas no referido Acordo, inclui-se a de 
“estimular nas instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica a 
criação de núcleos de pesquisa na área de pesca marinha e continental e aqüicultura 
familiar”;  
Considerando  que  as  parcerias  são  imprescindíveis  para  a  definição  de  linhas  de 
pesquisa  na  busca  de  conhecimento  e  de  respostas  para  os  principais  pontos  que 
dificultam o desenvolvimento social, econômico, biológico e ecológico; 
Considerando  que  durante  muitas  décadas  o  setor  pesqueiro  não  esteve  entre  as 
prioridades  políticas  do  país,  reforçando  a  insuficiência  de  investimentos  em 
educação, pesquisa e desenvolvimento da pesca. 
Considerando  a  diversidade  do  setor  pesqueiro,  se  pode  constatar  que  há 
significativa  carência  de  estudos;  e  que  dentre  as  causas  desta  insuficiência  de 
dados, em especial da pesca artesanal, destacam-se a dispersão das comunidades, a 
complexidade das artes e cultura e o uso de abordagens muitas vezes inadequadas 
com enfoque disciplinar biológico, desconsiderando aspectos sociais, econômicos e 
institucionais das comunidades de pescadores.  
Considerando que as pesquisas devem atender aos anseios das comunidades,  
Considerando  as  peculiaridades  locais  e  regionais,  na  busca  da  diversificação 
tecnológica,  desenvolvimento  educacional,  social,  econômico,  biológico  e 
ecológico, além de linhas de pesquisas através de editais ou convênios específicos, 
com menor e maior eficiência.  
Considerando a perspectiva de ampliar e sistematizar as informações referentes ao 
setor,  além  da  oferta  de  novos  cursos  e  a  adaptação  de  unidades  de  ensino  já 
existentes,e o dosposto naquele Acordo de Cooperação nº 2, de estimular junto às 
instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica, universidades e 
demais entidades relacionadas a criação de núcleos de pesquisa aplicada na área da 
pesca  marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar  que  se  prepõem  a  criação  do 
NÚCLEO  INTERDISICPLINAR  DE  PESQUISA  APLICADA  EM PESCA E 
AQÜICULTURA 
DO 
CENTRO 
FEDERAL 
DE 
EDUCAÇÃO 
TECNOLÓGICA DO MARANHÃO – NIPA-PESCA/CEFET-MA, nos moldes 
propostos pela SETEC-MEC. 
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OBJETIVOS 
NIPA/CEFET-MA tem como objetivos:  
GERAIS: 
a) 
Programar ações de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento 
da aqüicultura e pesca no estado do Maranhão, seguindo uma política homogênea, 
visando  gerar  e  subsidiar  programas  que  respondam  com  objetividade  demandas 
específicas  desses  setores  utilizando-se  de  parcerias  com  centros  de  pesquisa 
existentes  e  com  o  setor  produtivo,  disponibilizando  informações  a  respeito  das 
atividades, e ter prioridade na absorção dos resultados gerados por essas ações. 
b) 
Promover  o  fortalecimento  da  pesquisa  aplicada  à  aqüicultura  e  pesca, 
aumentando  a  interação  entre  pesquisadores  e  pescadores,  produzindo 
conhecimentos  compartilhados  indispensáveis  na  constituição  do  ordenamento, 
manejo e extensão na atividade pesqueira; 
c) 
Constituir  uma  rede  de  produção  e  difusão  de  conhecimento  científico  e 
tecnológico  aplicado,  maximizando  a  utilização  de  métodos  quantitativos, 
qualitativos e o conhecimento tradicional dos pescadores. 
ESPECÍFICOS: 
a)  Desenvolver projetos de pesquisa, de caráter interdisciplinar, que aprofundem o 
conhecimento  sobre  a  diversidade  biológica  e  cultural  dos  ecossistemas  nos quais 
há atividade pesqueira; 
b)  Desenvolver  programas  de  extensão  para  assessoramento  técnico-científico, 
possibilitando  o  manejo  participativo  e  adequado  dos  recursos  pesqueiros,  bem 
como a melhoria das condições de vida das comunidades locais; 
c)  Articular  junto  à  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica  e  às 
universidades, programas de formação de docentes e extensionistas na área de pesca 
marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar  (Acordo  de  Cooperação  nº  2/2006, 
cláusula 2ª, h, i, j); 
d)  Promover  articulação  com  as  Colônias  de  Pescadores  e  demais  entidades 
representativas  do  setor  pesqueiro  e  aqüícola,  em  nível  local  e  regional,  para 
planejamento e registro de dados referentes à pesca e à aqüicultura; 
e)  Desenvolver  e  difundir  novas  tecnologias  de  aqüicultura  e  pesca  e  do 
beneficiamento,  processamento  e  comercialização  de  pescado  (Acordo  de 
Cooperação nº 2/2006, cláusula 2ª, f); e 
f)  Disponibilizar  as  informações  produzidas  para  os  órgãos  governamentais  e 
movimentos  sociais  a  fim  de  subsidiar  a  elaboração  e  implementação  de Políticas 
Públicas. 
g)  Manter intercâmbio com instituições nacionais e internacionais de interesse na 
área de pesca e aqüicultura; 
 
ANEXOS 
MINUTA DE PORTARIA DE CRIAÇÃO DO NIPA/CEFET-MA 
TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA 
MINUTA DE PROTOCOLO DE INTENÇÕES NUCLEO MA/PI 
PROEJA PESCA – PROJETO DE CURSOS 
PROEJA PESCA – NOVOS CURSOS PROPOSTOS 
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MINUTA DE PORTARIA DE CRIAÇÃO DO NIPA/CEFET-MA 
 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão 
Av. Getúlio Vargas, 04  -  Monte Castelo 
CEP 65 020-300 – São Luís – MA 
Fone/Fax: (98) 3218-9001  
gabinete@cefet-ma.br
  
 
MINUTA 
PORTARIA No.        , de      de        de 2008  
 
CRIA  o  NÚCLEO  INTERDISCIPLINAR  DE  PESQUISA  APLICADA  NA 
ÁREA DE PESCA E AQÜICULTURA DO CEFET-MA – NIPA/CEFET-MA 
 
O  DIRETOR-GERAL  do  CENTRO  FEDERAL  DE  EDUCAÇÃO 
TECNOLÓGICA DO MARANHÃO – CEFET-MA -, no uso de suas atribuições  
e ‘ad-referendum’ do Conselho Diretor, e considerando o disposto no Acordo de 
Cooperação  nº  2
,  assinado  em  18  de  dezembro  de  2006  entre  a  Secretaria 
Especial  de  Aqüicultura  e  Pesca
  –  SEAP/PR  e  a  Secretaria  de  Educação 
Profissional  e  Tecnológica  –  SETEC/MEC,  que  tem  por  objetivo  fomentar  a 
construção  e  implementação  de  uma  política  para  formação  humana  na  área  de 
pesca marinha e continental e aqüicultura familiar;   
Considerando que dentre as metas estabelecidas no referido Acordo, inclui-se a de 
estimular nas instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica a 
criação  de  núcleos  de  pesquisa  na  área  de  pesca  marinha  e  continental  e 
aqüicultura familiar
”; e 
Considerando  que  as  parcerias  são  imprescindíveis  para  a  definição  de  linhas  de 
pesquisa  na  busca  de  conhecimento  e  de  respostas  para  os  principais  pontos  que 
dificultam o desenvolvimento social, econômico, biológico e ecológico; 
 
Considerando  que  durante  muitas  décadas  o  setor  pesqueiro  não  esteve  entre  as 
prioridades  políticas  do  país,  reforçando  a  insuficiência  de  investimentos  em 
educação, pesquisa e desenvolvimento da pesca. 
 
Considerando  a  diversidade  do  setor  pesqueiro,  se  pode  constatar  que  há 
significativa  carência  de  estudos;  e  que  dentre  as  causas  desta  insuficiência  de 
dados, em especial da pesca artesanal, destacam-se a dispersão das comunidades, a 
complexidade das artes e cultura e o uso de abordagens muitas vezes inadequadas 
com enfoque disciplinar biológico, desconsiderando aspectos sociais, econômicos e 
institucionais das comunidades de pescadores.  
 
Considerando  que  as  pesquisas  devem  atender  aos  anseios  das  comunidades, 
considerando  as  peculiaridades  locais  e  regionais,  na  busca  da  diversificação 
tecnológica,  desenvolvimento  educacional,  social,  econômico,  biológico  e 
ecológico, além de linhas de pesquisas através de editais ou convênios específicos, 
com menor e maior eficiência.  
 
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Considerando a perspectiva de ampliar e sistematizar as informações referentes ao 
setor,  além  da  oferta  de  novos  cursos  e  a  adaptação  de  unidades  de  ensino  já 
existentes, a proposta é estimular junto às instituições da rede federal de educação 
profissional e tecnológica, universidades e demais entidades relacionadas a criação 
de  núcleos  de  pesquisa  aplicada  na  área  da  pesca  marinha  e  continental  e 
aqüicultura familiar RESOLVE CRIAR o NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE 
PESQUISA  APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E  AQÜICULTURA  DO 
CEFET-MA – NIPA/PESCA, que funcionará segundo o presente Regimento: 
CAPÍTULO I 
DOS OBJETIVOS 
Artigo 1º - O Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Aplicada na Área de Pesca e 
Aqüicultura do CEFET-MA
 - NIPA/PESCA - tem por objetivos:  
I. 
Promover  o  fortalecimento  da  pesquisa  aplicada  à  aqüicultura  e  pesca, 
aumentando  a  interação  entre  pesquisadores  e  pescadores,  produzindo 
conhecimentos compartilhados indispensáveis na constituição do ordenamento, 
manejo e extensão na atividade pesqueira;  
II. 
Programar ações de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento 
da  aqüicultura  e  pesca,  seguindo  uma  política  homogênea,  visando  gerar  e 
subsidiar  programas  que  respondam  com  objetividade  demandas  específicas 
desses  setores  utilizando-se  de  parcerias  com  centros  de  pesquisa  existentes  e 
com o setor produtivo, disponibilizando informações a respeito das atividades, 
assim  como  contribuir  com  investimentos  financeiros  e  ter  prioridade  na 
absorção dos resultados gerados por essas ações. 
III.  Desenvolver projetos de pesquisa, de caráter interdisciplinar, que aprofundem 
o  conhecimento  sobre  a diversidade  biológica  e  cultural  dos  ecossistemas  nos 
quais há atividade pesqueira; 
IV.  Desenvolver  programas  de  extensão  para  assessoramento  técnico-científico, 
possibilitando o manejo participativo e adequado dos recursos pesqueiros, bem 
como a melhoria das condições de vida das comunidades locais; 
V.  Promover  articulação  com  as  Colônias  de  Pescadores  e  demais  entidades 
representativas  do  setor  pesqueiro  e  aqüícola,  em  nível  local  e  regional,  para 
planejamento e registro de dados referentes à pesca e à aqüicultura; 
VI. Manter intercâmbio com instituições nacionais e internacionais de interesse na 
área de pesca e aqüicultura; 
VII.  Articular  junto  à  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica  e  às 
universidades, programas de formação de docentes e extensionistas na área de 
pesca  marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar  (Acordo  de  Cooperação  nº 
2/2006, cláusula 2ª, h, i, j); 
VIII.  Desenvolver  e  difundir  novas  tecnologias  de  aqüicultura  e  pesca  e  do 
beneficiamento,  processamento  e  comercialização  de  pescado  (Acordo  de 
Cooperação nº 2/2006, cláusula 2ª, f);  
IX.  Disponibilizar  as  informações  produzidas  para  os  órgãos  governamentais  e 
movimentos  sociais  a  fim  de  subsidiar  a  elaboração  e  implementação  de 
Políticas Públicas. 
X.  Constituir  uma  rede  de  produção  e  difusão  de  conhecimento  científico  e 
tecnológico  aplicado,  maximizando  a  utilização  de  métodos  quantitativos, 
qualitativos e o conhecimento tradicional dos pescadores; 
XI.  Aliadas  à  pesquisa,  deverão  ser  desenvolvidas  atividades  de  extensão  e 
formação de professores. 
XII.  Fomentar  a  produção  de  conhecimentos,  agregar  instituições  de  pesquisa  e 
formação  na  área  de  pesca  e  aqüicultura,  e  estimular  a  participação  dos 
pescadores na regulação e monitoramento da atividade. 
Artigo 2º - Para cumprir seus objetivos o NIPA/PESCA se propõe a:  
I - realizar pesquisas próprias ou em convênio com outras instituições;  
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II - prestar serviços na área de pesca e aqüicultura através de convênios ou contratos 
de serviço;  
III - colaborar na criação e funcionamento de cursos de graduação, pós-graduação, 
especialização,  extensão  e  treinamento,  nas  áreas  de  sua  especialidade, 
propostos por Unidades do CEFET-MA;  
IV - colaborar nos programas de pesquisa de Unidades do CEFET-MA, nas áreas da 
sua especialização;  
V  -  colaborar  com  os  demais  órgãos  por  convocação  da  Diretoria-Geral,  da 
DETEC,  do  DESU  ,  da  DRE  ,  ou  por  solicitação  das  Unidades  de  Ensino 
Descentralizadas.  
CAPÍTULO II 
DA ESTRUTURA 
Artigo 3º - A estrutura superior do NIPA/PESCA é composta de:  
I - Conselho Científico;  
II - Coordenadoria.  
CAPÍTULO III 
DO CONSELHO CIENTÍFICO 
Artigo 4º - Compõem o Conselho Científico:  
I - O Coordenador do NIPA/PESCA, seu Presidente nato;  
II - O Coordenador Associado para a área de Educação; 
III – O Coordenador Associado para a Área Técnica;  
IV – O Diretor do DETEC ou seu representante; 
V – O Diretor do DESU ou seu representante; 
VI – O Chefe do DEPE/DRE ou seu representante; 
§ 1º - Os membros do Conselho Científico terão os seguintes mandatos:  
1. os referidos nos incisos I a III, de dois (02) anos, podendo ser reconduzidos por 
uma vez;;  
2. os referidos nos incisos IV a VI,  coincidentes com o de suas funções.  
§ 2º - Perderá o mandato:  
1. o membro que perder o pressuposto de sua investidura;  
2. o membro que faltar a três reuniões ordinárias consecutivas, sem motivo justo, a 
juízo do Conselho.  
Artigo  5º  -  Os  representantes  no  Conselho  serão  substituídos  nas  suas  faltas  e 
impedimentos por suplentes, indicados da mesma forma que os titulares.  
Artigo 6º - O Conselho Científico se reunirá, ordinariamente, uma vez por mês e, 
extraordinariamente,  quando  convocado  pelo  Coordenador  ou  por  um  terço  (1/3) 
dos seus membros.  
§  1º  -  A  convocação  da  reunião  será  feita  com,  pelo  menos,  48  horas  de 
antecedência, e por escrito.  
§  2º  -  As  deliberações  sé  serão  tomadas  com  a  presença  da  maioria  absoluta  dos 
membros.  
§  3º  -  Nas  deliberações  do  Conselho,  o  Coordenador  terá  apenas  o  voto  de 
qualidade.  
Artigo 7º - Compete ao Conselho Científico:  
I - exercer a direção do Núcleo e traçar suas diretrizes de atuação;  
II - aprovar os planos de atuação do Núcleo;  
III  -  zelar  pelo  bom  andamento  e  pela  qualidade  dos  trabalhos  realizados  pelo 
Núcleo;  
IV  -  julgar  os  recursos  a  ele  interpostos  e  deliberar  sobre  os  casos  omissos  neste 
Regimento,  desde  que,  pela  sua  natureza,  não  sejam  da  competência  de  outros 
órgãos do Centro;  
V - encaminhar ao Diretor Geral lista tríplice para a escolha do Coordenador;  
VI  -  emendar  o  presente  Regimento,  por  deliberação  de  dois  terços  (2/3)  de  seus 
membros, submetendo as emendas à aprovação dos órgãos competentes;  
VII - deliberar sobre toda matéria que lhe seja submetida pelo Coordenador;  
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VIII - aprovar o organograma técnico e administrativo;  
IX  -  aprovar  o  relatório  anual  das  atividades  do  Núcleo,  elaborado  pela 
Coordenadoria  e  encaminhá-lo  para  emissão  de  Parecer  do  DEPE/DRE  e,  em 
seguida, submetê-lo à aprovação do Diretor-Geral;  
X - aprovar no nível de sua competência e encaminhar à deliberação das instâncias 
superiores:  
a) o orçamento e as prestações de conta do Núcleo;  
b) as propostas de estabelecimento de convênios e contratos de serviços com outras 
instituições;  
c) as propostas de contratação e dispensa de pessoal técnico e administrativo.  
CAPÍTULO IV 
DA COORDENADORIA 
Artigo 8º - A Coordenadoria, órgão executivo superior do Núcleo será exercida pelo 
Coordenador, assistido pelos Coordenadores Associados, e por órgãos auxiliares.  
Artigo 9º - O Coordenador é a autoridade executiva superior do Núcleo, designado 
pelo Diretor Geral e escolhido em lista tríplice elaborada pelo Conselho Científico, 
dentre docentes vinculados ao Núcleo.  
§  1º  -  O  mandato  do  Coordenador  é  de  dois  (2)  dois  anos,  permitindo-se  uma 
recondução.  
§  2º  -  O  Coordenador  é  auxiliado  por  dois  Coordenadores  Associados,  de  sua 
escolha, cujos nomes serão previamente aprovado pelo Diretor Geral.  
§ 3º - O docente investido no cargo de Coordenador não fica desobrigado de suas 
atividades docentes no CEFET-MA.  
§  4º  -  O  Coordenador  Associado  da Área  de  Educação  substituirá o Coordenador 
nas  suas  faltas  e  impedimentos,  podendo  ter  atribuições  específicas  por  ele 
delegadas.  
Artigo 10 - Compete ao Coordenador:  
I - exercer a direção executiva, coordenação e supervisão de todas as atividades do 
Núcleo;  
II - convocar e presidir o Conselho Científico;  
III - indicar ao Diretor-Geral, para designação, o Coordenador Associado;  
IV - acompanhar os projetos e trabalhos do Núcleo, no sentido de prover os meios 
necessários para a realização da programação aprovada;  
V - cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho Científico;  
VI - elaborar o relatório anual das atividades do Núcleo;  
VII - submeter ao Conselho Científico:  
a) os planos de atuação;  
b) as propostas orçamentárias e as prestações de contas;  
c) as propostas de estabelecimento de convênios e contratos de serviços;  
d) as propostas de contratação e dispensa de pessoal técnico e administrativo.  
Artigo 11 - No caso de vacância definitiva do cargo de Coordenador, por qualquer 
motivo, o Conselho Científico, presidido por um membro eleito por seu pares e no 
prazo máximo de trinta (30) dias encaminhará ao Diretor Geral lista tríplice para a 
designação de novo Coordenador.  
CAPÍTULO V 
DA PESQUISA 
Artigo  12  -  O  Núcleo  é  aberto  a  todos  os  pesquisadores  que  nele  queiram 
desenvolver projetos de pesquisa nas áreas de Pesca e Aqüicultura; e de Educação 
Profissional  em  conformidade  com  o  disposto  no  Acordo  de  Cooperação  nº  2
assinado em 18 de dezembro de 2006 entre a Secretaria Especial de Aqüicultura 
e  Pesca
  –  SEAP/PR  e  a  Secretaria  de  Educação  Profissional  e  Tecnológica  – 
SETEC/MEC, que tem por objetivo fomentar a construção e implementação de uma 
política para formação humana na área de pesca marinha e continental e aqüicultura 
familiar    
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Artigo 13 - Para participar no Núcleo, o pesquisador apresentará projeto de pesquisa 
detalhado,  que  deverá  ser  aprovado  pelo  Conselho  Científico,  se  necessário  com 
base em pareceres técnicos de assessores de reconhecida proficiência.  
CAPÍTULO VI 
DISPOSIÇÃO GERAL 
Artigo 14 - Os membros do Núcleo, diretamente alocados em outras unidades, nele 
exercerão  suas  atividades  sem  prejuízo  das  atribuições  que  lhes  forem  conferidas 
pelas suas unidades de origem e com sua autorização expressa.  
CAPÍTULO VII 
DISPOSIÇÃO FINAL 
Artigo 16 - Este Regimento entra em vigor na data de sua publicação. “ 
 
 
Este documento ainda está em análise na Assessoria da Diretoria-Geral 
– Dr. Ozelito Poissidônio -, sem resposta de sua implantação, até esta data (15 
de agosto de 2008)... 
 
Em  seguida,  e  ainda  em  2007,  apresentou-se  à  Direção-Geral  uma 
proposta  de  trabalho  –  mais  uma  tentativa  –  de  se  constituir  o  Núcleo 
Maranhão-Piauí:   
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO 
DIRETORIA GERAL 
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE QUÍMICA 
PROPOSTA DE ATIVIDADE -  
ÁREA: RECURSOS PESQUEIROS 
ENCONTRO MA-PI  
DE AQÜICULTURA E PESCA 
Acordo de Cooperação Técnica SEAP e MEC/SETEC 
 
 
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ 
São Luís – Maranhão 
Junho de 2007 
 
PROPOSTA DE ATIVIDADE CIENTÍFICA-TECNOLÓGICA 
ENCONTRO MA-PI DE AQÜICULTURA E PESCA 
 
Objetivos: 
Geral: Realizar encontro de profissionais e instutuições dedicadas ao 
           estudo e pesquisa na área da aqüicultura e pesca atuantes nos 
           estados do Maranhão e Piauí. 
Específicos: 
•  reunir  em  um  encontro  profissionais  das  diversas  instituições,  órgãos 
governamentias, e empresas públicas e privadas que realizem atividades dedicadas à 
aqüicultura  e  à  pesca  para  verificar  o  estado-da-técnica  dessa  área  nos  estados  do 
Maranhão e do Piauí; 
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•  Identificar  as  instituições  de  ensino,  órgãos  governamentais,  e  empresas 
públicas e privadas que realizem atividades dedicadas à área de recursos pesqueiros, 
atuantes nos estados do Maranhão e Piauí; 
•  Construir um Portfólio dos professores-pesquisadores, técnicos governamentais 
e  demais  profissionais  da  área  da  aqüicultura  e  pesca  atuantes  nos  estados  do 
Maranhão e Piauí, identificando-se as respectivas áreas de estudo, instituições e/ou 
órgãos  a  que  pertencem;  empresas  públicas  e/ou  privadas;  assim  como  os 
laboratórios de estudo e/ou de produção existentes nos respectivos estabelecimentos 
identificados;    
•  Construir uma base de dados, onde se identifiquem e se disponibilize os estudos 
realizados por profissionais da área da aqüicultura e pesca, que tenham como tema 
as águas maritimas e continentais localizadas nos território maranhense e piauiense, 
ou em seu entorno;
 
•  Colher  subsídios  para  a  implantação  do  “Núcleo  de  Estudos,  Pesquisa  e 
Formação  Profissional  da  Rede  Federal  de  Educação  Tecnológica  dos  estados  do 
Maranhão  e  Piauí”,  conforme  estabelecido  nos  encaminhamentos  do  Seminário 
Nacional: Política de Formação Humana na Área de Pesca Marinha e Continental e 
Aqüicultura Familiar, realizado em João Pessoa-PB, em maio de 2007.
 
 
Justificativa 
Nos encaminhamentos do “
Seminário Nacional: Política de Formação Humana 
na Área de Pesca Marinha e Continental e Aqüicultura Familiar”, realizado em 
João Pessoa-PB, em maio de 2007, ação conjunta da SEAP-PR e do MEC-SETEC, 
no que se refere à PESQUISA, foram estabelecidos os seguintes objetivos: 
•  Identificar instituições ligadas ao setor pesqueiro e aqüícola que possam realizar 
pesquisa  para  o  diagnóstico  da  pesca  e  do  perfil  do  público  a  ser  atendido,  bem 
como o levantamento estatístico e de demandas relativas ao setor 
•  Constituir  os  núcleos  de  pesquisa  na  área  de  pesca  marinha  e  continental  e 
aqüicultura  familiar  potencializando  as  iniciativas  que  já  existem  e  as  instituições 
com tradição e experiência 
•  Estabelecer parcerias que viabilizem a articulação de ações de pesquisa, ensino 
e  extensão  nas  comunidades  pesqueiras  e  aqüícolas  considerando  as  demandas  de 
cada região 
Para o estabelecimento dos Núcleros de Pesquisa e Formação ficou decidido que: 
a)  Núcleos  de  pesquisa  e  formação  -  Os  GTs  estabeleceram  critérios  diversos 
para a delimitação dos núcleos regionais como potencial pesqueiro de cada região, 
representatividade  das  comunidades  ribeirinhas  e  tradicionais  que  sobrevivem  da 
pesca  artesanal  e  da  aqüicultura  familiar,  localização  geográfica  propícia  ao 
desempenho  da  atividade  pesqueira  e  número  de  pessoas  com  baixo  nível  de 
escolaridade. 
 
Região NORDESTE 
Para a região Nordeste, foram indicados 4 (quatro) núcleos, sendo: 
01 para Bahia e Sergipe; 
01 para Alagoas, Pernambuco e Paraíba 
01 para o Rio Grande do Norte e Ceará 
01 para Piauí e Maranhão 
Acordo de Cooperação Técnica assinado entre a SEAP e MEC/SETEC.
4
 
COOPERAÇÃO  TÉCNICA,  QUE  ENTRE  SI  CELEBRAM O MINISTÉRIO DA 
EDUCAÇÃO E A SECRETARIA ESPECIAL DE AQÜICULTURA E PESCA DA 
PRESIDÊNCIA  DA  REPÚBLICA,  NO  ÂMBITO  DA  POLÍTICA  PARA  A 
FORMAÇÃO  HUMANA  NA  ÁREA    DA  PESCA    MARINHA,    
                                                           
4
 Fontes: Comitê de Gestão para o Uso Sustentável da Lagosta, MMA/Ibama e SEAP 
 
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CONTINENTAL E AQÜICULTURA  FAMILIAR, que tem por objeto manifestar 
a vontade firme de seus partícipes em estabelecer um projeto de cooperação mútua, 
visando  construir  e  implementar  uma  política  para  formação  humana  na  área  da 
pesca marinha  e continental e aqüicultura familiar. E como metas:  
•  Criar  uma  política  para  a  formação  humana  na  área  da  pesca  marinha  e 
continental  e  aqüicultura  familiar  que  contemple  planos  e  programas  de 
formação e capacitação com vistas à gestão e ao aproveitamento dos recursos 
pesqueiros e aqüícolas.  ... 
 f)  Desenvolver  e  difundir  as  Novas  Tecnologias  de  Aqüicultura  e  Pesca  e  do 
beneficiamento,  processamento  e  comercialização  do  pescado,  considerando  o 
desenvolvimento sustentável dos ecossistemas, e o conhecimento ecológico local. 
g) Estimular nas instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica 
a criação de núcleo de pesquisa na área da pesca marinha e continental. 
h)  Difundir  essa  política  através  de  formação  continuada  aos  extensionistas 
pesqueiros. 
i)  Articular  com  as  instituições  da  rede  federal  de  educação  profissional  e 
tecnológica  a  formação  de  docentes  para  atuarem  na  área  da  pesca  marinha, 
continental e aqüicultura familiar. 
j) Articular com as universidades que atuam na área da pesca marinha, continental e 
aqüicultura familiar programas de formação de docentes. 
l)  Formar  uma  rede  de  instituições  da  rede  federal  de  educação  profissional  e 
tecnológica com foco ao atendimento das demandas regionais e microrregionais de 
pesca e aqüicultura.  
m)  Desenvolver  programas  de  elevação  de  escolaridade  associados  à  qualificação 
profissional na área de pesca marinha, continental e aqüicultura familiar.   
Para viabilizar o objeto e as metas deste instrumento, os partícipes se comprometem 
a:  
I- SETEC: ... 
c)  Articular  com  as  instituições  da  rede  federal  de  educação  profissional  e 
tecnológica  o  desenvolvimento  e  a  consolidação  das  unidades  já  existentes  de 
cursos tecnológicos com vistas à formação de profissionais em recursos marinhos e 
continentais e aqüícolas, na forma de centros temáticos de pesca e aqüicultura. 
d)  Estimular  no  âmbito  da  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica  a 
criação de núcleos de pesquisa regionais, definindo pólos em todo o país; 
e)  Prover  aporte  financeiro  para  a  implementação  dessa  política  e  o 
desenvolvimento das ações previstas neste acordo de cooperação. 
Promoção
REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA MARANHÃO/PIAUÍ: 
MEC-SETEC / CEFET-MA / CEFET-PI / EAF SÃO LUIS / EAF CODÓ  
 
Período de realização: 04 a 07 de setembro de 2007 
 Local: BARREIRINHAS – MARANHÃO (alternativa: São Luis – MA) 
Proposta de Atividades: 
 
DIAS 
HORA 
ATIVIDADE –  
08:00/ 15:00 
Em São Luís: CEFET-MA 
Credenciamento e distribuição de material 
 
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16:00/19:00  Deslocamento para Barreirinhas 
 
Em Barreirinhas - Credenciamento e distribuição de material 
20:00/22:00  Abertura oficial – Casa do Turista 
Conferência de Abertura: “Estado-da-arte da pesca brasileira” 
21:30 
Atividade cultural 
05 
08:30/12:00 
Mesa-redonda: “Aqüicultura e Pesca no Maranhão e no Piauí – estado-da-técnica” 
 
Tema:  
Aqüicultura –  MA: Tito (Aged) 
PI: Tema: Pesca 
MA: Castelo Branco (Sagrima)  
PI: Tema: Mitilicultura 
MA: Mariano Rojas (CEFET-MA) 
PI: 
 
12:00/ 14:00  Almoço 
14:30/18:30  Relatos de Atividades – Instituições de Ensino: 
CEFET/PE – CEFET/PB / 
UFMA  -  UEMA  - UFPI  - UEPI  
EAF São Luis  -  EAF Codó 
Atividade cultural/livre 
06 
08:30/12:00 
Relatos de Atividades  
– INSTITUCIONAIS: 
AECI – SEAP/MA - IBAMA – SAGRIMA – AGED – Grupo de Estudo/Governo 
do Estado 
(Piauí ?) 
12:00/14:00 
Almoço  
14:30/18:30 - “Estado-da-arte da Pesquisa em Aqüicultura e Pesca – Maranhão e 
Piauí” 
UFMA/LABOHIDRO 
Piauí (?) 
19:00 
Atividade cultural/livre 
07 
08:30/12:00 
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Propostas  para  a  constituição  do  Núcleo  de  Estudos,  Pesquisa,  e  Formação 
Profissional da Rede Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e Piauí – 
grupo de estudo 
12:00/14:00 
Almoço 
14:30/17:00 
Encaminhamentos 
Encerramento 
18:30 
(Retorno a São Luís) 
08 
08:30/16:30 
Atividade  extra  –  “visita  as  comunidades  de 
pescadores” – Vassouras, Mandacaru, Atins, Caburé – a combinar 
Retorno a São Luís 
09 
  Dia livre para passeios as dunas/lagoas 
Profissionais convidados:  
ORIGEM 
NOME 
ATIVIDADE 
UFRPE 
Paulo Travassos 
Conferencia de abertura 
CEFET-PE 
Maria Efigênia de Q. de Farias 
Relato de atividade 
CEFET-PB 
 
Relato de Atividade 
SEAP-PR 
Maria Luiza Morethson 
Acompanhamento 
MEC-SETEC 
Edmar Moraes 
Acompanhamento 
AECI 
 
 
Profissionais envolvidos -  CEFET-MA 
DPTO. 
NOME 
RESPONSABILIDADE 
Leopoldo Gil Dulcio Vaz 
Coordenação Geral 
Luiz Henrique (Lula) 
  
DSC 
 
 
Ozelito 
Coordenação Cientifica 
DAQ 
Mariano Rojas 
Palestrante 
Rita 
 
CAP 
Irani 
 
DEE 
Antonio Ferreira 
Coordenação 
DMM 
Alvino 
 
DAI 
Ozirio Lins 
 
DRE 
Aliete 
Secretaria 
DAD 
Waldemir 
Motorista 
 
 
NECESSIDADES 
ITEM 
QUANTIDADE 
R$ Unit   
R$ Total 
Passagem aérea Recife/SLZ/Recife 
 
 
Passagem aérea J.Pessoa/SLZ/J.Pessoa 
 
 
Ônibus – 40 lugares – São Luis – Barreirinhas 
–  São  Luis  e  disposição  5  dias  em 
Barreirinhas 
 
 
 
Confecção de folder alusivo ao evento 
250 
 
 
Confecção de pastas  
50 
 
 
Cartaz –out-door 
 
 
CD para anais do encontro cx c/ 100 
 
 
Diárias – 4 x 20 pessoas 
80 
 
 
Micro-onibus 
 
 
 
 
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            Novamente,  nossas  esperanças  não  se  concretizaram...  O  Prof. 
Dr.Ozelito Possidônio foi colocado à frente do projeto do CEFET-MA, ainda no 
mês de agosto e em seguida, viajou, por conta do projeto, à Espanha ...  
            O Prof. Leopoldo afastou-se para tratamento de saúde.  
            A  Profa.  Carmen  continuou  o  trabalho,  mas  convocada  pela 
SETEC/MEC, de constituição dos vários Núcleos que se formaram pelo Brasil 
afora.  
           O nosso, aguardava... 
           No  final  de  2007,  apresentamos  uma  minuta  de  um  Protocolo  de 
Intenções  a  ser  assinado  entre  os  entes  dos  estados  do  Maranhão  e  Piauí, 
para constituição do Núcleo, numa nova ‘provocação’ à Direção-Geral: 
 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão 
Av. Getúlio Vargas, 04  -  Monte Castelo 
CEP 65 020-300 – São Luís – MA 
Fone/Fax: (98) 3218-9001  
gabinete@cefet-ma.br
  
MINUTA 
PROTOCOLO DE INTENÇÕES  
Que  entre  si  celebram  as  Instituições  de  Ensino  da  Rede  Federal  de  Educação 
Profissional e Tecnológica dos estados do Maranhão e Piauí
, para constituição 
do 
NÚCLEO  DE  PESQUISA  APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E 
AQÜICULTURA, em conformidade com o Acordo de Cooperação nº 2, assinado 
em 18 de dezembro de 2006 entre a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca – 
SEAP/PR e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC”. 
Os  Dirigentes  das  Instituições  de  Ensino  da  Rede  Federal  de  Educação 
Profissional  e  Tecnológica  dos  estados  do  Maranhão  e  Piauí,  constituída  pelos 
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO – 
CEFET-MA – e suas Unidades de Ensino Descentralizadas; CENTRO FEDERAL 
DE  EDUCAÇÃO  TECNOLÓGICA  DO  PIAUÍ
  –  CEFET-PI  -  e  suas  Unidades 
de  Ensino  Descentralizadas;  e  as 
ESCOLA  AGROTÉCNICA  FEDERAL  DE 
SÃO  LUÍS    -  EAF-  São  Luís  -;  a  ESCOLA  AGROTÉCNICA  FEDERAL  DE 
CODÓ
  –  EAF-Codó  -,  e  a  ESCOLA  AGROTÉCNICA  FEDERAL  DE  SÃO 
RAIMUNDO  DAS  MANGABEIRAS
  –  EAF-Mangabeiras  –  situadas  no  estado 
do  Maranhão;  e  os  Colégio  Agrícola  de  Bom  Jesus,  Colégio  Agrícola  de 
Floriano,  
e  Colégio  Agrícola  de  Teresina,  escolas  técnicas  vinculadas  à 
UNIVERSIDADE  FEDERAL  DO  PIAUÍ    -  UFPI  -  no  estado  do  Piauí; 
considerando  o  disposto  no  Acordo  de  Cooperação  nº  2,  assinado  em  18  de 
dezembro  de  2006  entre  a  Secretaria  Especial  de  Aqüicultura  e  Pesca  – 
SEAP/PR  e  a  Secretaria  de  Educação  Profissional  e  Tecnológica  – 
SETEC/MEC, que tem por objetivo de fomentar a construção e implementação de 
uma  política  para  formação  humana  na  área  de  pesca  marinha  e  continental  e 
aqüicultura familiar; e  
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Considerando que dentre as metas estabelecidas no referido Acordo, inclui-se a de 
“estimular nas instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica a 
criação de núcleos de pesquisa na área de pesca marinha e continental e aqüicultura 
familiar”; e 
Considerando  que  as  parcerias  são  imprescindíveis  para  a  definição de  linhas  de 
pesquisa  na  busca  de  conhecimento  e  de  respostas  para  os  principais  pontos  que 
dificultam o desenvolvimento social, econômico, biológico e ecológico; 
Considerando  que  durante  muitas  décadas  o  setor  pesqueiro  não  esteve  entre  as 
prioridades  políticas  do  país,  reforçando  a  insuficiência  de  investimentos  em 
educação, pesquisa e desenvolvimento da pesca. 
Considerando  a  diversidade  do  setor  pesqueiro,  se  pode  constatar  que  há 
significativa  carência  de  estudos;  e  que  dentre  as  causas  desta  insuficiência  de 
dados, em especial da pesca artesanal, destacam-se a dispersão das comunidades, a 
complexidade das artes e cultura e o uso de abordagens muitas vezes inadequadas 
com enfoque disciplinar biológico, desconsiderando aspectos sociais, econômicos e 
institucionais das comunidades de pescadores.  
Considerando  que  as  pesquisas  devem  atender  aos  anseios  das  comunidades, 
considerando  as  peculiaridades  locais  e  regionais,  na  busca  da  diversificação 
tecnológica,  desenvolvimento  educacional,  social,  econômico,  biológico  e 
ecológico, além de linhas de pesquisas através de editais ou convênios específicos, 
com menor e maior eficiência.  
Considerando  a  perspectiva  de  ampliar  e  sistematizar  as  informações  referentes  ao  setor, 
além da oferta de novos cursos e a adaptação de unidades de ensino já existentes, a proposta 
é  estimular  junto  às  instituições  da  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica, 
universidades e demais entidades relacionadas a criação de núcleos de pesquisa aplicada na 
área da pesca marinha e continental e aqüicultura familiar RESOLVEM 
Firmar o presente 
PROTOCOLO  DE  INTENÇÕES,  visando  à  criação  de  um 
NÚCLEO  DE 
PESQUISA  APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E  AQÜICULTURA,  nos 
moldes propostos pela SETEC-MEC, com os objetivos de:  
1.  Promover  o  fortalecimento  da  pesquisa  aplicada  à  aqüicultura  e  pesca, 
aumentando  a  interação  entre  pesquisadores  e  pescadores,  produzindo 
conhecimentos  compartilhados  indispensáveis  na  constituição  do 
ordenamento, manejo e extensão na atividade pesqueira;  
2.  Programar  ações  de  pesquisa  científica  e  tecnológica  para  o 
desenvolvimento da aqüicultura e pesca, seguindo uma política homogênea, 
visando  gerar  e  subsidiar  programas  que  respondam  com  objetividade 
demandas específicas desses setores utilizando-se de parcerias com centros 
de  pesquisa  existentes  e  com  o  setor  produtivo,  disponibilizando 
informações  a  respeito  das  atividades,  assim  como  contribuir  com 
investimentos  financeiros  e  ter  prioridade  na  absorção  dos  resultados 
gerados por essas ações. 
E mais especificamente, em conjunto ou dentro de cada uma das suas Unidades,  
1.  Desenvolver  projetos  de  pesquisa,  de  caráter  interdisciplinar,  que 
aprofundem  o  conhecimento  sobre  a  diversidade  biológica  e  cultural  dos 
ecossistemas nos quais há atividade pesqueira; 
2.  Desenvolver programas de extensão para assessoramento técnico-científico, 
possibilitando o manejo participativo e adequado dos recursos pesqueiros, 
bem como a melhoria das condições de vida das comunidades locais; 
3.  Promover  articulação  com  as  Colônias  de  Pescadores  e  demais  entidades 
representativas  do  setor  pesqueiro  e  aqüícola,  em  nível  local  e  regional, 
para planejamento e registro de dados referentes à pesca e à aqüicultura; 
4.  Manter intercâmbio com instituições nacionais e internacionais de interesse 
na área de pesca e aqüicultura; 
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5.  Articular  junto  à  rede  federal  de  educação  profissional  e  tecnológica  e  às 
universidades, programas de formação de docentes e extensionistas na área 
de  pesca  marinha  e  continental  e  aqüicultura  familiar  (Acordo  de 
Cooperação nº 2/2006, cláusula 2ª, h, i, j); 
6.  Desenvolver  e  difundir  novas  tecnologias  de  aqüicultura  e  pesca  e  do 
beneficiamento,  processamento  e  comercialização  de  pescado  (Acordo  de 
Cooperação nº 2/2006, cláusula 2ª, f); e 
7.  Disponibilizar as informações produzidas para os órgãos governamentais e 
movimentos  sociais  a  fim  de  subsidiar  a  elaboração  e  implementação  de 
Políticas Públicas. 
Ainda,  esse  NÚCLEO  DE  PESQUISA  APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E 
AQÜICULTURA do MARANHÃO E PIAUÍ
 deve  
 
• 
Constituir  uma  rede  de  produção  e  difusão  de  conhecimento  científico  e 
tecnológico  aplicado,  maximizando  a  utilização  de  métodos  quantitativos, 
qualitativos e o conhecimento tradicional dos pescadores. 
• 
Aliadas  à  pesquisa,  deverão  ser  desenvolvidas  atividades  de  extensão  e 
formação de professores. 
• 
Além de fomentar a produção de conhecimentos, a criação desse NÚCLEO DE 
PESQUISA  APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E  AQÜICULTURA  do 
MARANHÃO E PIAUÍ visa agregar instituições de pesquisa e formação na área 
de  pesca  e  estimular  a  participação  dos  pescadores  na regulação e monitoramento 
da atividade.  
Para sua formalização, o NÚCLEO DE PESQUISA APLICADA NA ÁREA DE 
PESCA  E  AQÜICULTURA  do  MARANHÃO  E  PIAUÍ  –  NÚCLEO  PESCA 
MA/-PI - poderá ser constituído junto ao CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO 
TECNOLÓGICA  DO  MARANHÃO  –  CEFET-MA  -,  com  a  participação  em 
parceria das demais unidades da rede federal de educação profissional e tecnológica 
dos estados do Maranhão e Piauí, com o planejamento e implementação de ações qu 
possibilite  a  intervenção  comunitária  por  meio  das  entidades  ligadas  ao  setor 
pesqueiro como as associações e colônias de pescadores. 
Por  estarem  de  comum  acordo,  os Dirigentes  das  Instituições  da  Rede Federal  de 
Educação  Profissional  e  Tecnológica  dos  estados  do  Maranhão  e  Piauí  firmam  o 
presente Protocolo de Intenções para a formalização do NÚCLEO DE PESQUISA 
APLICADA  NA  ÁREA  DE  PESCA  E  AQÜICULTURA  do  MARANHÃO  E 
PIAUÍ – NÚCLEO PESCA MA/-PI -, em acordo com as propostas decorrentes do 
Acordo de Cooperação nº 2, assinado em 18 de dezembro de 2006 entre a Secretaria 
Especial  de  Aqüicultura  e  Pesca  –  SEAP/PR  e  a  Secretaria  de  Educação 
Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC. 
São Luís, Maranhão,     de            de 2007 
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO 
UNED SÃO LUÍS 
UNED IMPERATRIZ 
UNED ZÉ DOCA 
UNED BURITICUPU 
UNED SANTA INÊS 
UNED AÇAILANDIA 
 
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PIAUÍ 
UNED FLORIANO 
UNED PICOS 
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UNED PARNAÍBA
 
ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO LUÍS 
ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE CODÓ 
ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO RAIMUNDO DAS 
MANGABEIRAS  
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ 
Colégio Agrícola de Bom Jesus 
Colégio Agrícola de Floriano 
Colégio Agrícola de Teresina 
testemunhas 
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca – SEAP/PR  
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC 
 
             Em  janeiro  de  2008,  o  Professor  José  Costa  incluiu  entre  as  vagas 
abertas  para  concurso  público,  uma  para  Engenheiro  de  Pesca,  visando  a 
continuidade  daquilo  que  se  vinha  fazendo  até  então.  O  aprovado,  Tito  Tsuji, 
tomou  posse  em  junho  de  2008,  já  com  a  missão  de  constituir  o  Núcleo 
Maranhão-Piauí.  Os  professores  Leopoldo  e  Carmen  foram  novamente 
convocados  a  atuar  no  processo  de  constituição,  formando,  então,  os  três  a 
Comissão encarregada, sob a presidência do Prof. Tito. 
           Colocado  a  par  de  todo  o  longo  e  penoso  processo  até  então  em 
desenvolvimento,  após  mais  de  um  ano  da  primeira  tentativa,  finalmente  e 
agora por determinação da SETEC/MEC, o Núcleo finalmente foi constituído. 
           Fomos  os  últimos  a  nos  integrarmos  nesse  movimento,  mas  desde  o 
primeiro momento vimos atuando, por convocação do Prof. Edmar Moraes... 
           Essa, a nossa Memória. 
  
 
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